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O Algarve foi, desde os tempos mais remotos, uma região de forte contacto e interacção entre povos de
diferentes culturas facto que se traduziu em traços materiais importantes os quais se tornaram relevantes para o conhecimento
da herança cultural desta região de Portugal e de que o património edificado, constitui uma componente significativa.
A nível do património construído, o Algarve dispõe de monumentos pré-históricos resultantes da actividade das comunidades
residentes, de edificações romanas provenientes da importante colonização romana empreendida na região e da qual existe algum
património edificado de significativa importância.
Da ocupação islâmica empreendida a partir do século VIII, que durou no Algarve mais do que em qualquer outra região do País
restam, a nível de monumentos, as edificações de natureza militar embora, na arquitectura religiosa, essa influência também
possa ser detectada em algumas igrejas que foram erguidas ou adaptadas de antigas mesquitas.
Dos monumentos classificados até a outros edifícios de natureza mais modesta o Algarve possui, em termos de arquitectura
civil, militar e religiosa de cariz mais popular múltiplas referências que ilustram um conjunto de elementos próprios capazes
de mostrar a caracterização histórica desta região e cujo a visita por residentes e visitantes permitirá uma visão mais aprofundada
das especificidades regionais.
O Estado, através do esforço empreendido pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, apoiado pelos seus
serviços regionais, tem realizado um significativo esforço de qualificação e conservação dos edifícios e monumentos de maior
importância histórica e patrimonial.
Seria, todavia, indispensável conseguir um maior empenhamento de outras entidades, públicas e privadas, no sentido da beneficiação
de algumas edificações, de cariz mais popular, tais como moinhos, noras, entre outras, a fim de conseguir que alguns desses
edifícios mantivessem a sua funcionalidade, para ilustração do modo de vida tradicional.
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