Para quem gosta do Algarve, é um prazer estar nas belas praias de areia dourada e águas cálidas e cristlinas, saborear o peixe acabado de pescar, disfrutar das delícias do Verão e de fins-de-semana inesquecíveis. No entanto, o Algarve tem para oferecer muito mais que sol e praia. E a Ria de Alvor tem inúmeros aspectos para descobrir e desfrutar. Sugerem-se aqui dois percursos que são um ponto de partida para descobrir uma das mais belas e típicas zonas do Barlavento, para os quais a Câmara Municipal de Portimão editou um Guia de Natureza.

O Percurso 1, A Rocha Delicada (8 km, pedestre), inicia-se na estação de caminho-de-ferro da Mexilhoeira Grande e percorre a área genericamente chamada Quinta da Rocha. Nele podem encontrar-se vários cenários bem distintos: campos agrícolas, matos mediterrânicos, sapais, salinas, pisciculturas. A zona húmida da Ria de Alvor, com os seus afluentes, corresponde a um amplo e complexo sistema estuarino único e precioso, constituído por um mosaico diversificado de habitats que suporta uma grande diversidade biológica. Ao longo do percurso, e também na área da Lameira, existem conjuntos de menires e ruínas romanas, e uma incursão na península da Abicada permite visitar ali as ruínas de uma villa romana com mosaicos. Para conhecer a fundo esta área, é imprescindível visitar o Centro de Estudos e Observação da Natureza, localizado na Quinta da Rocha, criado pela organização não governamental de ambiente «A Rocha».

O Percurso 2, Ao Sabor da Maré (6 km, pedestre), tem início na zona ribeirinha da vila de Alvor e proporciona o contacto com o sapal e com a praia, em redor do sistema dunar que começou a formar-se desde o tempo dos Romanos. Consequência dos sedimentos acumulados nas várzeas, resultantes da desflorestação provocada pelo homem e da acção concertada das areias transportadas pelos ventos e pelas correntes marítimas, os cordões dunares protegem o interior da laguna face ao mar.