Junto às casas do Monte Velho, para oriente do agrupamento oriental de Alcalar, explorou António dos Santos Rocha em 1906 três câmaras sepulcrais. Os monumentos encontram-se hoje completamente destruídos. Segundo os relatos, apenas uma mamoa cobria estes túmulos. Mas se Monte Velho 2 e 3 parecem, de facto, partilhar o mesmo tumulus, já aparentemente Monte Velho 1, afastado cerca de 10 m para nor-noroeste, pode e deve ter sido envolto por uma outra mamoa.

Monte Velho 1 é um tholos com corredor e cripta estruturados com ortóstatos de arenito e de calcário. Com acesso bloqueado por uma laje cravada no chão, o corredor desce ligeiramente em direcção à cripta, cuja boca é demarcada por uma soleira a cutelo. Com planta regularmente circular, tendo a rocha por chão, a cripta possuiu presumivelmente cobertura em falsa cúpula. Junto ao primeiro ortóstato da cripta, à direita, Santos Rocha localizou uma laje de arenito vermelho, enterrada no chão, que interpretou como uma estela

Monte Velho 2 é um tholos com corredor e cripta estruturados com ortostátos de calcário. Uma laje de arenito cravada no chão bloqueava o acesso ao corredor, descendente para a cripta, com planta circular, pavimentada a lajes de calcário, e sobre cuja parede ortostática se elevava presumivelmente uma falsa cúpula.

Monte Velho 3 é um monumento que parece partilhar com o sepulcro 2 a mesma mamoa. É um tholos com corredor e cripta igualmente ortostáticos. Duas lajes cravadas entre os flancos dos esteios do átrio e do corredor definiam um pequeno átrio e deixavam uma abertura, que foi bloqueada por uma outra laje colocada de viés. Com paredes convergentes, o corredor tem o chão inclinado no sentido da cripta que, separada do corredor por uma soleira, apresenta planta subcircular e é pavimentada com lajes. O tecto da cripta fechava presumivelmente em falsa cúpula.