No Sudoeste da Península Ibérica, as reservas de produção acumuladas nas grandes aldeias permitiram aos mais notáveis assegurar o intercâmbio de bens de consumo entre os centros de poder e as suas periferias. Mas permitiu igualmente sustentar uma vasta rede de intercâmbio suprarregional de produtos raros — que, conforme a região, podiam ser o cobre, o sílex, as rochas duras, as pedras semi-preciosas ou alguns «produtos ideológicos» (como as placas de xisto gravadas) — e de bens de prestígio — como o marfim norte-africano ou o âmbar báltico —, dando lugar a transacções entre as elites estabelecidas nos grandes centros de poder do arco peninsular atlântico-mediterrânico, localizados na Baía de Lagos, na Estremadura portuguesa, nos vales do Guadalquivir, do Alto Sado e do Guadiana Médio, em Antequera ou na Andaluzia Oriental.