Grande propriedade agrícola composta por campos de cultivo, armazéns, zona residencial dos trabalhadores, construções de apoio à lavoura e zona residencial do proprietário.
A boa organização das áreas rurais foi sempre fundamental para a prosperidade económica do Império Romano. As villae (plural de villa) reproduziam o padrão vivencial e cultural de Roma.
A origem da villa romana de Milreu esteve certamente ligada ao crescimento económico do século I d.C. na Hispânia.
Inicialmente de pequena dimensão, a área residencial adquiriu uma expressiva dimensão no século II d.C. e, particularmente, no século III d.C., quando os proprietários instalaram-se no campo e ali construíram casas luxuosamente decoradas com mosaicos e mármores, sendo ainda criada uma excelente rede de abastecimento de água na propriedade.

A casa romana organizava-se à volta do átrio e do jardim com peristilo, proporcionando uma ambiência resultante do jogo de contrastes de luz e sombra entre o interior e o exterior, permitindo assim uma relação estreita com a natureza.
Os principais elementos construtivos do jardim eram a vegetação (perene), a água (fontes e tanques), os mosaicos (na sua policromia) e os pórticos (na ligação entre a casa e o jardim).
Os Romanos davam muita atenção às plantas e à água, que ajudavam a animar a paisagem do jardim, onde arbustos perenes alternavam com canteiros de flores.
Na composição dos jardins e dos espaços exteriores envolventes dos edifícios, utilizava-se vegetação diversificada, ora ladeando caminhos, em canteiros, ou ainda sob a forma de pérgola.