Nota de Pesar
A Ministra da Cultura lamenta a morte da pedagoga, coreógrafa e impulsionadora da dança portuguesa, Anna Mascolo.
Com Anna Mascolo escreveu-se a história da dança, desde a formação à coreografia, do ensino à defesa de uma política pública para a dança.
A dignidade e perseverança com que sempre lutou para que a dança fosse entendida como uma disciplina de rigor, cuidado e de pleno direito, são marcas distintas de um percurso que se confunde com a história contemporânea da dança em Portugal.
Figura central no ensino e na formação, foi no seu célebre estúdio que, a partir de 1958, o ensino da dança se sustentou “na dignidade humana e artística” dos alunos. Gerações de intérpretes estudaram com ela e muitos vieram a inscrever, em nome próprio e ainda hoje, a sua assinatura na história da coreografia portuguesa, como Vera Mantero e Olga Roriz, entre bailarinos, coreógrafos, professores e programadores.
Mais tarde, em 1971, é a partir da direção artística do Grupo Experimental de Ballet do Centro Português de Bailado, que se darão os primeiros passos do futuro Ballet Gulbenkian.
Desde sempre cruzando o ensino e a prática, o percurso de Anna Mascolo passou pelas mais importantes companhias internacionais, logo em 1953 no Grand Ballet du Marquis de Cuevas e, quatro anos depois, no American Ballet Theatre, tanto quanto um percurso empenhado na defesa de condições para o ensino e prática de dança, a fez incansável na preparação dos alunos, na construção de programas pedagógicos, na internacionalização dos bailarinos portugueses e na construção de um discurso formativo, educativo e integrado da prática de dança.
Este seu percurso foi reconhecido, em 2012, com o primeiro honoris causa em dança, já depois de ter sido distinguida pelo Presidente Jorge Sampaio com a Ordem do Infante Dom Henrique, em 2004, e pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grande Oficial da Ordem da Instrução, em 2018.
À família e amigos enviam-se sentidas condolências.
Graça Fonseca
30 de março 2019
CANDIDATURAS PARA OS PROGRAMAS DE APOIO SUSTENTADO 2020-2021
Dos sete Programas de Apoio, um é no domínio da Programação, sendo os restantes seis no domínio da Criação, nas seguintes áreas artísticas: Artes Visuais; Circo Contemporâneo e Artes de Rua, Cruzamentos Disciplinares; Dança; Música; Teatro. O prazo limite para submissão de candidaturas termina às 17h00 do dia 15 de maio.
No Balcão Artes encontram-se disponíveis todas as informações, incluindo os avisos de abertura, composição das comissões de apreciação, material de apoio ao candidato e formulário de candidatura
NOTA DE PESAR
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta a morte do Arquiteto Manuel Graça Dias.
Com a morte de Manuel Graça Dias desaparece um pensador da cidade para as pessoas e da arquitetura enquanto disciplina estética.
Com Egas José Vieira abriu o atelier Contemporânea, constituindo uma das mais influentes assinaturas da arquitetura contemporânea em edifícios públicos que revelam uma preocupação sobre a passagem do tempo enquanto elemento constitutivo de uma relação atenta aos usos diferenciados e às transformações estéticas, sociais e urbanísticas das cidades. Devemos-lhe a assinatura de obras como a sede da Associação dos Arquitetos Portugueses (1991), em Lisboa, o Teatro Municipal de Almada (2005), a Escola de Música, Artes e Ofícios de Chaves (2004-2008) e, mais recentemente, a requalificação do Teatro Lu.Ca(2018), em Lisboa.
Ao longo dos anos, Manuel Graça Dias foi acompanhando a evolução das cidades através de projetos que propunham reorganizações do espaço público, adaptando, concebendo ou estruturando os seus projetos como pontos de diálogo com a possibilidade de a vivência destes ser, ao mesmo tempo, estética e funcional. A originalidades dos interiores e a alegria da cor foram, simultaneamente, uma marca do seu trabalho, numa atenção à conjugação dos detalhes, que pode ser vista e vivida, por exemplo, no restaurante italiano Casanostra, em Lisboa, ou no azul do Teatro, em Almada.
Com o Pavilhão de Portugal, na Exposição Universal de Sevilha, em 1992, o arquiteto é reconhecido como marcando definitivamente o pós-modernismo português.
Arquiteto mas também professor, teórico, curador e empenhado defensor de uma política para a arquitetura, Manuel Graça Dias era atualmente professor na Faculdade de Arquitetura do Porto e na Universidade Autónoma de Lisboa. Foi também um comunicador por excelência, tendo escrito com regularidade em jornais como O Independente e o Expresso, mas também em revistas como a Arquitectura Portuguesa ou o Jornal dos Arquitectos, do qual foi diretor.
Manuel Graça Dias recebeu, com Egas José Vieira, o Prémio AICA/Ministério da Cultura de Arquitetura, de 1999, pelo conjunto da sua obra construída.
À família e Amigos, enviam-se sentidas condolências.
Graça Fonseca
25 março, 2019
Publicitação das normas reguladoras
PROGRAMA DE APOIO À EDIÇÃO DE OBRAS TEMÁTICAS SOBRE O ALGARVE – 2019
O Apoio à Edição de Obras Temáticas sobre o Algarve- 2019, é anual, suportado exclusivamente através do Orçamento da DRCAlg, no âmbito da Ação Cultural, e destina-se a comparticipar os custos de edição e/ou produção de obras inéditas que desenvolvam temáticas referentes ao Algarve e que contribuam para promover e divulgar o conhecimento sobre a sua história e a sua identidade cultural.
Para mais informações aqui:
“Necrópoles Romanas do Algarve" de Carlos Samuel Pires Pereira
O livro “Necrópoles Romanas do Algarve. Acerca dos Espaços da Morte no Extremo Sul da Lusitânia”, de Carlos Samuel Pires Pereira, será apresentado ao público no dia 29 de Março, pelas 18h00 no Auditório da Direção Regional de Cultura do Algarve. No evento estará presente a Secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira.
Esta obra está inserta na Revista “ O Arqueólogo Português”, suplemento nº 9, editado desde 1895, periódico do Museu Nacional de Arqueologia, de carácter científico com grande prestígio nacional e internacional.
“Necrópoles Romanas do Algarve” foi tese de doutoramento, apresentada na Faculdade de Letras de Lisboa, em 2014, e aborda os “ Espaços da Morte no Algarve”, em toda a sua extensão geográfica, desde o paganismo ao cristianismo nas evidências tumulares, a morte entre o rito e a prática, a Arqueologia da Morte “ enquanto ferramenta na reconstrução de rituais e da imagem funerária”.
O livro será apresentado por Ana Margarida Arruda, orientadora da tese, da Universidade de Lisboa e João Pedro Bernardes de Universidade do Algarve.
Em busca das grutas do Algarve – trazer à luz um património escondido
"Terão as grutas do Algarve sido habitadas por Neandertais e outros homens do Paleolítico? Constituíram santuários e necrópoles de povos pré-históricos? Existirá fundamento material para as lendas alusivas aos Mouros relacionadas com muitas destas grutas ou cavernas?
Estas e muitas outras questões se colocam sobre a relação que ao longo dos tempos foi estabelecida entre os nossos ancestrais e as grutas existentes no território hoje algarvio."
(Artigo publicado a 6 de março 2019 no jornal Postal, Caderno Sul, da autoria do arqueólogo Mestre Frederico Tátá Regala, técnico da Direção Regional de Cultura do Algarve.) Aqui
Dia de Luto Nacional pelas Vítimas de Violência Doméstica
Hoje, dia 7 de Março, o governo decretou Dia de Luto Nacional pelas Vítimas de Violência Doméstica, na véspera do Dia Internacional da Mulher, pretendendo alertar para este problema e prestar homenagem às vítimas e famílias, apelando à consciência coletiva para o combate a esta realidade inaceitável, em que todos devem cooperar na sua denúncia, não se remetendo ao silêncio.
É obrigação da sociedade proteger os mais frágeis combatendo qualquer manifestação de violência.
A Direção Regional de Cultura do Algarve solidariza-se com todas as vítimas de violência doméstica e suas famílias, encontrando-se os seus serviços com a Bandeira Nacional a meia haste.
Prémio Acesso Cultura 2019
A Acesso Cultura pretende distinguir, divulgar e promover entidades (privadas, públicas, cooperativas, associações e outras) e projectos que se diferenciam pelo desenvolvimento de políticas exemplares e de boas práticas na promoção da melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – à participação cultural em Portugal. Pretende ainda criar maior exigência na sociedade, com vista à melhoria da acessibilidade, assumida como um todo.
PRÉMIO ACESSO CULTURA 2019
Regulamento
Data-limite para a apresentação de candidaturas: 22 de Abril
Anúncio da lista dos candidatos: 1 de Junho
Entrega do prémio: na Semana Acesso Cultura (em Junho, dia e local a anunciar)
Para mais informações aqui
Diretora Regional de Cultura do Algarve, Professora Doutora Adriana Freire Nogueira, dá entrevista ao Algarve Informativo
“O DiVaM tem vindo a consolidar-se ao longo dos anos e a dar uma vida aos monumentos, que é importante que exista, para além de prolongar-se até dezembro. Deste modo, as pessoas fazem uma visita aos monumentos e, ao mesmo tempo, acompanham todas estas atividades culturais que têm um cariz bastante variado”, refere Adriana Freire Nogueira.
Toda a entrevista aqui
VII EDIÇÃO DO PRÉMIO NACIONAL DE POESIA ANTÓNIO RAMOS ROSA
O Município de Faro promove a VII Edição do Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa, instituído em 1999, em homenagem ao Poeta nascido em Faro, vulto maior do panorama poético nacional e internacional e patrono da Biblioteca Municipal.
O prémio, no valor de € 5000, conta mais uma vez com o alto patrocínio da Fundação Millennium BCP, que apoia este evento bienal desde 2015.
A entrega das obras concorrentes decorrerá entre 7 de janeiro e 30 de abril e serão admitidas obras poéticas, em 1.ª edição, publicadas em 2017 e 2018.
O júri será composto pelo Professor Doutor Fernando Pinto do Amaral, Dr.ª Helena Vasconcelos e Professor Doutor João Minhoto Marques.
Este prémio, do qual já se realizaram seis edições, em 1999, 2001, 2007, 2009, 2015 e 2017, procura promover o aparecimento de novos poetas, mas também reconhecer o labor dos já consagrados. Em todas as edições teve mais de 50 obras a concurso, tendo sido atribuído a poetas de reconhecida excelência literária como Fernando Echevarria, Fernando Guimarães, Nuno Júdice, João Rui de Sousa, Luís Quintais e João Luís Barreto Guimarães.
A cerimónia de entrega do Prémio está prevista para setembro, no âmbito das comemorações do Dia da Cidade, em data a definir.
As Normas de Participação poderão ser consultadas aqui
GRANDE PRÉMIO DE TEATRO PORTUGUÊS 2019
Interessado na divulgação da dramaturgia portuguesa contemporânea, o Teatro Aberto instituiu com a Sociedade Portuguesa de Autores o “Grande Prémio de Teatro Português”, destinado a galardoar, em cada ano civil, uma peça inédita de um autor português.
Este prémio – um dos mais importantes atribuído em Portugal e na Europa – proporciona ao autor da obra vencedora, para além de um valor pecuniário, a possibilidade de ver a sua peça editada em livro e estreada numa produção do Teatro Aberto."
As candidaturas podem ser apresentadas até 28 de Fevereiro de 2019.
Consulta o regulamento aqui
Oficinas de Conhecimento “Conhecer o Património Edificado do Algarve”
O Dr. Rui Pareira, director da Direção dos Serviços e Bens Culturais, da Direção Regional de Cultura do Algarve, irá orientar a Oficinas de Conhecimento “Conhecer o Património Edificado do Algarve”, a realizar-se no dia 24 de Fevereiro, entre as 10h e as 11.30h.
Estas Oficinas propõem-se reunir uma "forte ação de promoção de conhecimento em Turismo de Natureza, capaz de contribuir para o desenvolvimento de um turismo mais sustentável, assente no conhecimento do território ao nível das atividades de natureza, recursos endógenos, identidade e modelos atuais de gestão de empresas turísticas."
As Oficinas de Conhecimento fazem parte do programa da "Bienal de Turismo de Natureza (BTN) que visa promover o desenvolvimento do turismo de natureza no Algarve, contribuindo para o desenvolvimento social, económico e ambiental das comunidades."
DiVaM cultiva o “processo patrimonial”
[...] "O DiVaM constitui um programa promotor do valor do património, não apenas como testemunho do passado, da memória e da identidade, mas determinante para que as pessoas que vivem esse património o possam ver com um “novo olhar”, fomentando a qualidade de vida das comunidades e a integração de novas perspetivas e narrativas." ...]
Artigo da Direcção Regional de Cultura do Algarve publicado no Caderno de Artes Cultura.Sul de Fevereiro.
Adriana Freire Nogueira, Diretora Regional de Cultura do Algarve, deu a sua primeira entrevista formal
"Criar um plano para aproximar os jovens dos museus e dos monumentos algarvios é um dos (muitos) projetos que Adriana Freire Nogueira, nova diretora regional de Cultura, pretende implementar.
«Há a ideia de que os jovens não são, por sua iniciativa, frequentadores dos monumentos, dos museus, dos palácios. Vão visitar com os professores e as suas escolas, mas não há um plano nessas escolas para fomentar a ligação ao património, como há, por exemplo, em relação ao cinema e à leitura», disse Adriana Nogueira ao Sul Informação, na sua primeira entrevista formal desde que assumiu o novo cargo, a 15 de Dezembro."
Toda a entrevista aqui