Logotipo do Ministério da Cultura

Direção Regional de Cultura do Algarve

Página Inicial

Direção Regional
Mapa do Site
PRIPAlg
Programas de Apoio
Legislação
Contratação Pública
Ficha de Fornecedor
Instrumentos de Gestão
Recrutamento Pessoal
Edifícios e Monumentos
Espaços Culturais
Agentes Culturais
Diretório Algarve Cultural
Destaques e Noticias
Noticias da Imprensa
Descobrir
Edições
Índice
Ligações
Contacto
Autoria
 

Villa Romana de Milreu

História/Enquadramento Histórico:


Milreu é o testemunho de uma importante “villa” rústica romana, habitada desde o séc.I da Era Cristã, com vestígios de ocupação contínua até ao séc. XI.

Localizada junto da actual aldeia de Estoi e a cerca de 8 km da cidade de Ossónoba (actual Faro), Milreu beneficiava das nascentes serranas então ali existentes, cuja água era conduzida por gravidade, satisfazendo as necessidades do quotidiano rural e também da forte vivência lúdica.

No século IV foi erguido um templo ricamente decorado e ainda hoje conservado até ao arranque das abóbadas, destinado ao culto privado da família proprietária. O templo foi cristianizado no século IV. Neste período foi criado um cemitério, com sepulturas rodeando o pódio e com um pequeno mausoléu.

No século XV, sobre as divisões privadas da antiga casa romana foi erguida uma casa/fortaleza, com fortes contrafortes cilíndricos, que constitui hoje um exemplo único de arquitectura civil rural.

Casa Rural de Milreu

A villa de Milreu teria uma dimensão de dezenas de hectares. As escavações arqueológicas revelaram um importante volume de achados arqueológicos, dos quais a colecção de mosaicos constitui o espólio mais relevante, destacando-se ainda os motivos relacionados com o ambiente marinho.

Termas das Ruinas de Milreu

Os revestimentos marmóreos com datações a partir do século III d.C., realçam o gosto pelos costumes orientais através da utilização de mármores de várias cores que, por vezes, revestem toda a superfície de uma sala.

A cerâmica decorativa, como o tijolo era aplicada quando o mármore escasseava. A imaginação do artista, o gosto do encomendador e a moda do tempo, proporcionaram a obtenção de peças onde se traduziram o esforço e o gosto pelo embelezamento da villa.

Assim, as paredes das divisões mais nobres da casa eram revestidas por ricos mármores e cantarias sob a forma de pilastras adossadas às paredes, encimadas por capitéis coríntios, ou elementos naturalistas.

Nos espaços intermédios, as paredes estucadas recebiam as pinturas feitas a fresco: composições geométricas ou quadros de inspiração naturalista simulavam paisagens idealizadas. A localização das primeiras é, na maioria dos casos, em rodapés e só raramente em outras zonas das paredes ou em abóbadas.

Em Milreu, é possível observar alguns vestígios da decoração parietal.

Da escultura decorativa são notáveis os retratos dos Imperadores Agripina, a jovem; Adriano e Galieno.

Os espaços destinados às visitas nas villae, como o atrium, o peristilo, os jardins, as fontes, os ninféus e as termas eram decorados frequentemente com esculturas.

Ruinas de Milreu

Ruinas de Milreu

Memórias do Monumento

A descoberta das ruínas
Desde a sua descoberta, no séc XVI, as Ruínas de Milreu foram alvo de diversas considerações sobre o fim a que se teriam destinado. Defendiam uns - André de Resende ( séc XVI); D.Francisco Barreto(séc XVII); Padre Lima (Séc.XVIII), que "o sítio do Milreu" era a antiga Sede de Ossónoba (actual cidade de Faro). Nos anos 30-40 do séc. XX, Abel Viana e Mário Lyster Franco, apoiados em investigações de ordem geológico/arqueológica, defenderam que a antiga Ossónoba se localizara em Faro, no local onde actualmente se encontra o largo da Sé. Milreu seria então, na sua opinião, uma estância de luxo e de repouso para desfrute dos Ossonobenses.

Memória dos Bustos

As primeiras investigações arqueológicas foram realizadas em Milreu por Estácio da Veiga, em 1877. Seguiram-se-lhe o Cónego Pereira Botto, Santos Rocha e Leite de Vasconcelos. Já no século XX - anos 60 - o Instituto Arqueológico Alemão, proporcionou importantes campanhas arqueológicas em Milreu, dirigidas por Theodor Hauschil. Os arqueólogos puseram sobretudo a descoberto o complexo edificado do séc. III. Estão ainda por explorar as construções iniciais, do séc.I., com paredes de taipa assentes em bases de alvenaria e sobre cujas ruínas foram erguidos os edifícios mais tardios.

Outras visitas recomendadas

  • Percurso pela Aldeia Histórica de Estoi e visita ao Palácio
  • Itinerários Arqueológicos do Algarve

Informação complementar

Câmara Municipal de Faro
Posto de Turismo - Faro e Estoi
Região de Turismo do Algarve