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História/Enquadramento Histórico:
Milreu é o testemunho de uma importante “villa” rústica romana, habitada desde o séc.I da Era Cristã, com vestígios de ocupação contínua até ao séc. XI.
Localizada junto da actual aldeia de Estoi e a cerca de 8 km da cidade de Ossónoba (actual Faro), Milreu beneficiava das nascentes serranas então ali existentes, cuja água era conduzida por gravidade, satisfazendo as necessidades do quotidiano rural e também da forte vivência lúdica.
No século IV foi erguido um templo ricamente decorado e ainda hoje conservado até ao arranque das abóbadas, destinado ao culto privado da família proprietária. O templo foi cristianizado no século IV. Neste período foi criado um cemitério, com sepulturas rodeando o pódio e com um pequeno mausoléu.
No século XV, sobre as divisões privadas da antiga casa romana foi erguida uma casa/fortaleza, com fortes contrafortes cilíndricos, que constitui hoje um exemplo único de arquitectura civil rural.
A villa de Milreu teria uma dimensão de dezenas de hectares. As escavações arqueológicas revelaram um importante volume de achados arqueológicos, dos quais a colecção de mosaicos constitui o espólio mais relevante, destacando-se ainda os motivos relacionados com o ambiente marinho.

Os revestimentos marmóreos com datações a partir do século III d.C., realçam o gosto pelos costumes orientais através da utilização de mármores de várias cores que, por vezes, revestem toda a superfície de uma sala.
A
cerâmica decorativa, como o tijolo era aplicada quando o mármore escasseava. A imaginação do artista, o gosto do encomendador e a moda do tempo, proporcionaram a obtenção de peças onde se traduziram o esforço e o gosto pelo embelezamento da villa.
Assim, as paredes das divisões mais nobres da casa eram revestidas por ricos mármores e cantarias sob a forma de pilastras adossadas às paredes, encimadas por capitéis coríntios, ou elementos naturalistas.
Nos espaços intermédios, as paredes estucadas recebiam as pinturas feitas a fresco: composições geométricas ou quadros de inspiração naturalista simulavam paisagens idealizadas. A localização das primeiras é, na maioria dos casos, em rodapés e só raramente em outras zonas das paredes ou em abóbadas.
Em Milreu, é possível observar alguns vestígios da decoração parietal.
Da escultura decorativa são notáveis os retratos dos Imperadores Agripina, a jovem; Adriano e Galieno.
Os espaços destinados às visitas nas villae, como o atrium, o peristilo, os jardins, as fontes, os ninféus e as termas eram decorados frequentemente com esculturas.

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